Archive for March, 2010

Sono perfeito, pra sempre!!!!!!

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Para quem não recebe meus e-mails particulares. Desde a criação deste blog eu usava a assinatura de e-mail com a frase “Em busca do sono perfeito” logo acima do link para o blog.

Em dezembro eu mudei a assinatura para “Sono perfeito, pra sempre!”

É exatamente isso que eu quero para a minha vida. Ter o sono perfeito, que graças a este blog eu estou tendo desde dezembro, para sempre. É isto que eu quero. É isto que eu mereço. E é isto que eu almejo conseguir com a ajuda de vocês, deste blog, que se tornou vital para mim.

Eu digo isso porque estou num momento crucial da minha vida. Minha meta inicial era voltar a dormir como qualquer pessoa normal. Eu consegui. Mais do que isso, consegui emagrecer 30 quilos.

É a terceira vez que eu emagreço 30 quilos. E em cada uma das recaídas que eu tive, eu engordei cada vez mais. E piorei cada vez mais minha saúde. A primeira vez foi em 2002, estava eu com 107 e mantive-me com 77 quilos por quase um ano. A primeira recaída fez com que eu chegasse nos 116 quilos. Trinta a menos e eu estava correndo com 86 quilos. A segunda recaída como já disse por aqui, fez-me chegar nos incríveis 129 quilos e uma apinéia mortal que fez até ter uma amnésia de 8 horas consecutivas.

Hoje eu estou dormindo bem e pesando outros 30 quilos menos. Também faz sete meses que eu estou conseguindo correr. Sete meses de corrida. Este número me causa tremores internos, porque quando recaí em 2003 eu tinha sete meses de corrida. Em 2007, idem.

Eu não quero ter uma nova recaída só porque atingi sete meses de corrida. Eu quero continuar, eu quero mudar a minha história de vida. Eu quero correr mais sete meses, depois mais sete anos e fazer isto por toda a minha vida.

Agora é a hora da minha verdade. Agora é a hora de trilhar um caminho novo. Um caminho árduo e cruel. Já sinto o meu organismo lutando para reconquistar o peso. Já sinto, às vezes, aquela angústia que desemboca em compulsão alimentar. Eu quero fazer dos erros, acertos e dentro desta meta. Está a minha promessa de que nunca mais usarei a corrida para me autoflagelar após uma compulsão. Eu quero correr com prazer, não para aliviar qualquer culpa. Eu terei minhas compulsões. O que eu quero com a ajuda de Deus é me perdoar quando isto acontecer e sair para correr para glorificar este perdão e curtir cada passada.

O treino de sábado me deixou muito feliz. Fugiu ao planejado mas me deu prazer. Não fiquei frustrado porque não corri o longo para o qual eu vinha me preparando física e emocionalmente a semana toda. Muito pelo contrário. O planejamento pode ter ido pelo ralo. Mas a corrida não. Ela aconteceu de forma divina e me proporcionou satisfação e euforia. É isto que eu quero para a minha vida. Prazer e alegria com a corrida. O dia em que eu corro bem, fico tão feliz que consigo me comportar bem à mesa. As compulsões alimentares fazem parte da minha vida. Eu terei de ser feliz mesmo com elas. Toda vez que tentei vencê-las fui vencido. Não brigarei com elas. Um dia de cada vez com ou sem compulsão quero vir aqui e dizer que corri. Dizer que fui feliz correndo. E dizer isso muitas e muitas vezes, por muito tempo. Eu estou com medo. Mas também estou confiante de seguir enfrentando tudo isto. Eu só consegui esta terceira guinada na minha vida porque sou um otimista incorrigível que ama a vida. Mas que quer uma nova vida, que começa a partir de agora. Mantendo o peso, mantendo a motivação, sendo feliz e perseverante e daqui dez anos poder dizer que venci, de verdade. Agora eu não venci nada. Subi um degrau e há centenas de milhares na minha frente. Um por vez. Um após o outro eu subirei.

Tudo errado, mas tudo ótimo.

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Desculpem-me pela demora em postar o nosso treino de sábado. Antes tarde do que nunca.

Preparei-me para o longão de sábado a semana toda. No dia D. Tudo errado. Tudo errado, MAS TUDO ÓTIMO.

Marcamos, Thiago, Paulo e eu, às 06:00 horas na USP. Cinco e trinta e oito lá estava o Claudião se preparando para o longão. Não demorou muito e chegou o Thiago. O Paulo já chega pronto, só faltou sair correndo do carro. Partimos nós e depois de uns três quilômetros percebi que meus companheiro estavam num ritmo muito forte para mim. Estávamos a menos de 7m/km. Isto para mim é um sprint de final de prova. Mas como eu não estava exatamente passando mal resolvi seguir no passo dos heróis da resistência.

Resumo da ópera. O treino que estava planejado para ser de 24km, não chegou a 16km. Em compensação foi um excelente treino de ritmo. O Claudião acompanhou os bravos por mais de 10km num ritmo de 06:40/km. Isto fói ótimo. Senti um grande desconforto causado pelos cintos com as garrafas. Além de apertados, havia um espaço entre os dois que formou um travesseirinho de banha. Num determinado momento aquilo começou a doer como se fosse uma diarréia na porta. Não era. Foi eu afrouxar os cintos e o desconforto passou de imediato, ainda caminhei satisfeito até a linha de partida, onde peguei o carro agradeci os implacáveis Thiago e Paulo que ainda estavam a um tantão de treino pela frente.

Terei tempo de fazer muitos longos. Adorei ter podido acelerar um pouco a minha lentidão morbida. Caminhando e correndo e seguindo a canção. Somos todos iguais sendo lerdos ou não. Caminhando e correndo em treino curto e longão… Vem vamos embora que esperar não é correr… Quem corre o faz agora não espera adoecer. Vem vamos embora…. Ops! Empolguei-me. Ah, dane-se o blog é nosso mesmo.

Os meus mais SINCEROS parabéns ao Namiuti

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Ele é um cara comum. Pai do Dudu, marido da Janete e rala como todos nós para dar conforto aos seus. Toda pessoa dotada destas características ditas comuns merece muitos parabéns e muito elogio, por serem pessoas verdadeiramente especiais.

Mas o Fábio é um corredor amador. Mas expressão amador aqui está muito além da acepção que designa rubrica esportiva (aquele que pratica esporte sem interesse pecuniário). O Fábio Namiut é corredor amador com o sentido formal da expressão, justamente porque tem amor à corrida, porque é amante, apreciador e ENTUSIASTA, porque pratica com gosto e não mede esforço nem tempo para gritar isso ao mundo.

O Fábio é incansável no apoio a quem quer que seja. Incentivando, empurrando, sempre mais um pouquinho. Carregando nas costas a empolgação de toda uma equipe que se mantém firme e feliz, que é a dos malucos do alsfato, um bando de sem juízo quem tem o Fábio por estompim e combústivel que os move sempre pra frente e felizes. Até com os bolos de milho que ainda hei de comer um pedaço.

Um amador que grita esse amor sem pudor, sem amarras e sem qualquer tipo de preconceito. O que consegue fazer de uma corrida sem medalha, uma prova de emoção tal e qual a maior do mundo.

Fica aqui os meus sinceros parabéns e o agradecimento em nome de todos que gostam de correr. Você é o nosso porta-voz, Fabio Namiuti. Muito obrigado.

Vão bem!

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Segunda e terça-feira deixei o estress tomar conta da situação. Mas não vou chorar por isso. Os treinos considero que vão bem.

Ontem, eu acordei querendo errar, compensando a falta de treino, mas caí em mim a tempo de corrigir a burrada. Voltei para a cama, o que foi ótimo. O trote de 30 minutos na manhã da quarta-feira foi muito gostoso para o corpo e muito melhor ainda para a mente. Penso que por ter sido tão bom que cheguei tarde da PUC com o corpo pedindo movimento. Pediu e eu dei. Foram quarenta minutos que me fizeram muito bem. Adordei hoje mais tarde (eu pude) e fiz minha segunda sessão de abdominais. Eu as odeio, mas agora que assumi o meu verdadeiro eu corredor: Lento Forte, os longos lentos pedem um reforço na região (então vamos fazer né…). Fiz também três séries de flexão de braço (ah, isso é uma delícia). Na 1ª série eu executei 15 repetições; na 2ª, 20; e na 3ª, 30. Por que um exercício é gostoso de fazer e outro uma tortura?

Sábado estarei na USP, só com a fantasia de LENTO FORTE. A de Polenta Azeda eu joguei fora. Não me serve mais (está larga rs)

E os treinos como vão?

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O treino de terça eu já postei foram 9km agora vem os treinos de quarta e hoje.

Quarta-feira consegui correr somente 8km, demorei para sair de casa e cinco minutos de atraso significa 1km a menos de treino, hoje como cheguei bem cedo consegui fazer 10km e matei a pendência de quarta e o acumulado da semana esta dentro dos planos por enquanto 28km, pretendo fazer mais 9km amanhã e sábado 36km pois é a maratona esta chegando e o longo cada vez mais longo.

Claudião sábado espero por você na USP.

“Eu” tinha razão

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Eu mesmo levantei da cama ás 03:56. Sentei no sofá e morri por 10 minutos. Minha idéia seria rodar bem levinho das 04:30 às 05:30. Depois, ir com a Mari levar o Henrique na Vó dele e mais trotinho de volta até em casa, mais 30 minutos. Isto tudo era o que “Eu mesmo” queria. Mas “Eu” me disse que seria melhor voltar para cama e domir até que desse a hora de levar o Henrique, que meia hora estaria de bom tamanho, considerando que terá palestra atés as 23:00 horas, sem falar que “Eu mesmo” tinha ido dormir a 01:30 horas.

“Eu” tinha razão. “Eu mesmo” estava morto e talvez nem conseguiria o meu primeiro trote, que dirá o segundo. Voltar para a cama e dormir por mais uma hora foi mágico. Acordei inteiro e disposto. E o trote de 30 minutos foi muito gostoso.

“Nem doeu, nem doeu”

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Como sempre faço todas as terças 3 voltas de 3 km, as mesmas de sempre, com o mesmo tênis e mesma roupa naquele mesmo percurso algo diferente estava para acontecer e aconteceu, uma argola de ferro “arame” dessas que prende as latas de lixo em poste estava em meu caminho bem no chão, sem ver coloquei um pé dentro dela e com o outro pisei na ponta da argola ela levantou, na continuidade da passada meus pés já estavam dentro e não teve jeito de recuperar foi um tombo bonito e fiz  alegria da galera que estava monótona no ônibus, ponto e calçada, foi engraçado pra não dizer trágico, levantei e uma mulher perguntou se eu estava bem, disse que achava que sim agradeci a preocupação e com um pé a frente do outro segui, a mão ardendo mas bem por não ter sido pior e conclui o treino que já estava quase no fim.

Abraços e bons treinos.

LSD 005: A Nata, com a Polenta Azeda (Lento Forte)

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Vivi no sítio dos meus avós até os 14 anos de idade. Sempre fui gordo, desde criancinha. Minha avó chamava de Polenta Azeda quem fosse mole para trabalhar ou fazer qualquer afazer. Não é de se estranhar, portanto, que eu tenha sido tachado com este simpático adjetivo várias vezes durante esse período.

Neste sábado eu fiz o meu primeiro treino na USP, desde que retornei às corridas. Já tinha treinado lá algumas vezes em 2003 e bem pouquíssimas em 2007. Finalmente eu consegui ir a um treino com o Thiago. Ele me convidava desde janeiro. Cheguei lá esbaforido às 05:45 e já era aguardado por ele e o Paulo Motta. Eles treinariam 32km. O meu plano era 20km ou três horas de treino. No fim não foi nem um coisa nem outra.

Coitado do Paulo Motta, azucrinei o coitado o treino todo, querendo saber tudo sobre ultramaratonas. Muito engraçado ele pedindo para eu reduzir, que ainda era cedo e que o treino iria longe. Deve ter feito isto umas 100 vezes.

Segui por 16 km dentro de minha zona de conforto, justo a partir do momento em que tudo ficaria mais difícil para mim, era chegada a hora do Thiago e Paulo apertar o rítmo para 06MIn30s por km, vinhamos até ali a 07MIn30s, um pouco mais. Pensei: é o fim. E só não foi mesmo porque eles improvisavam para que eu não desistisse de prosseguir.

Primeiro o Paulo acelerou antes de fazer um pitstop, o que faz parte do treinamento dele, parar um tempinho e prosseguir. Eu segui na frente como conseguia eles então me ultrapassavam para em seguida sairem do caminho para voltar a ele e encontrar-me novamente para um “não pare não”.

Fui bem até que o Paulo me informou que já tinha corrido 20,5Km. Eu fiquei eufórico com o meu recorde de distância. Mas a euforia veio acompanhada de muita ansiedade para terminar os 4km restantes para o ponto de partida e término do treino.

Talvez teria sido melhor não ter sabido a distância naquela altura. A sensação de metra ultrapassada fez com que as pernas ficassem pesadas. Longe da vista dos meus então algozes, eu caminhei um tanto, depois outro, voltei a trotar até que eles me alcançaram na avenida da raia olímpica.

Eu queria parar, andava uns passos, e seguia de novo. Eles já estavam correndo dando voltinhas ao meu redor para não me perderem de vista. Os últimos 800 metros foram um martírio eu não queria mais correr. Mas quando vi a placa de psicologia eu dei um sprint para chegar no final do meu treino com 24km. Peguei meus pertences na moto do Thiago, agradeci, despedi-me e fui embora. Com as pernas pesadas e bastante cansado, mas muito feliz. Orgulhoso e satisfeito. O treino acompanho é muito bom. Com o Thiago e o Paulo posso aprender a lidar melhor com a ansiedade de chegar logo no marco traçado e curtir a distância e até passar dela.

Hoje não corri mas pensei bastante sobre o meu estado após este treino. Depois de uma semana de treinos diários e alguns fortes, seguiu-se outra amena, quase sem treino nenhum. Apenas uma caminhada sem graça na terça-feira e uma corrida de uns 3km na quinta. Entendi no treino de ontem que se houver assiduidade nos treinos. Tudo irá bem nos longos. Lição aprendida melhor eu colocá-la em prática. Uma perna na frente da outra. Obrigado Thiago. Obrigado Paulo. Agradeço a paciência e nos vemos em outros treinos.

Em tempo: Já no fim do meu treino passou fazendo ventinho uma triathleta que pareceu familiar ao virar-se para cumprimentar um outro corredor. Perguntei e recebi de volta um sinal de positivo acompanhado de um sorriso. Era a Thelma, do Blog Tripateta. Firme e forte após sua recuperação.

Voltando novamente

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Desde a última corrida de 6Km, tenho estado estático. Com apenas um treino que foi feito fora de casa com o apoio do Claudião.

Acho que estas recaídas são comuns no começo e tem a ver com o fato de tentar vencer a batalha contra a ansiedade. Mas podem contar comigo novamente falando de meus treinos.

Não é a primeira vez que tenho uma recaída. Em 9 de outubro isso também aconteceu e recorri ao que já esta virando um mantra pra mim: “Se você perder um treino ou fraquejar, não é o fim do mundo. Não desista.” proferido por Karnazes.

Apenas hoje consegui ler, comentar e arrumar tempo para escrever sobre minha caminhada de segunda feira. Depois do trabalho, o Edgar que trabalha comigo, me deu carona até São Caetano e de lá eu deveria pegar um ônibus para minha casa. Pensei, por que não ir a pé? E fui como mostrado neste link do MapMyRun: Mapa do trajeto.

Foram 4,5 Km de caminhada com roupa e sapato social. Mas serviu para dar um start na pausa. E que venham os treinos novamente.

Este treino é como uma resposta antecipada ao desafio proposto pelo Claudião. Saiba que adorei o desafio, acertou em cheio naquilo que estou precisando. Um empurrãozinho. Mas vou encarar o desafio como um treino de trote de pelo menos 20 minutos a se realizar ainda esta semana.

Desafiando o meu melhor amigo. Responsável por tudo isto!

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Eu devo minnha saúde. Minha felicidade atual. Ter conhecido o Thiago e ter feitos amigos corredores blogueiros especiais a este blog. Idealizado pelo Alecão.

Eu vacilei quando ele falou em blog. Cheguei a temer um fracasso em plena rede mundial de computadores.

Mas o Alekão me instigou. Cutucou e me fez gostar disso tudo. Eu devo tudo isso a você, meu amigo, que por capricho da natureza é também meu primo duas vezes.

Da última vez que eu o vi, perguntei no que poderia ajudar. Você pensou e não deu uma reposta. Por não tê-la, obviamente.

Eu vi você correndo no dia 06.03. Você pode treinar. Só precisa reencontrar aquele Alekão que treinou setembro e outubro, com regularidade. Precisa reencontrar aquele Alekão que no dia 22.11.09 proporcionou a nossa melhor história juntos, repito, a melhor dentre as milhares que temos para contar para os filhos do Maurício e do Henrique.

Eu amo você e Deus sabe que eu quero é só ajudar.

Desafio você a relatar aqui uma caminhada de 20 minutos. Seu prazo é até Sexta-Feira, no meio desta semana corrida, como a do Thiago e a minha.

Caso seu prazo vença sem que haja nenhum treino, na próxima semana aparecerei de surpresa, em qualquer dia, para arrástá-lo para um treino. A Andréia me garante um chuveiro e um cafézinho.

Que moleza. Onde está o desafio? O desafio está no fato de que o Alekão fará tudo para não me ver levantando as três da manhã para atravessar a cidade. Mas se for preciso eu irei e o farei COM GOSTO!

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